A contação de histórias anda a todo vapor nos hospitais de Campinas e região. Há relatos de fadas e príncipes que foram vistos no HC da Unicamp e no Hospital da PUC de Campinas, duendes e cavalos alados no Hospital Mário Gatti e no Centro Infantil Boldrini. Algumas crianças juram de pé junto que conversaram com a Chapeuzinho Vermelho no Hospital Estadual de Sumaré e outras que brincaram de roda com a Rapunzel nas Santas Casas de Itatiba e Vinhedo.
Griot Cleonice Nadalin
Estes fatos são reflexos do trabalho desenvolvido pela Associação Griots - Os Contadores de Histórias, uma organização não-governamental que tem como meta plantar e colher sorrisos em hospitais.
 
O nome da Associação faz referência a grandes contadores de histórias africanos que, apesar de ainda atuarem isoladamente em algumas regiões da África Ocidental, tiveram, há séculos, um vasto e importantíssimo papel na evolução e manutenção da cultura e tradição de todo continente.

Os Griots, contadores e cantadores de histórias, eram considerados verdadeiras bibliotecas ambulantes e sua importância era tão grande que eram poupados até pelos inimigos nas guerras. Lendas, feitos heróicos e lições de vida, tudo era adorado e servia de alimento para o espírito alegre e guerreiro do povo do continente.
Griot Vilma Lopes
Quando falecia, o corpo de um Griot era colocado, literalmente, dentro de uma gigantesca árvore chamada Baobá, para que suas histórias e canções pudessem continuar brotando e alegrando todos aqueles que as consumiam.

Com este mesmo espírito, os Griots de Campinas e região se dedicam à atividade voluntária, espelhando-se na garra e coragem dos antigos Griots para transformar a vida de crianças internadas em hospitais de toda Região Metropolitana.


 

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